Será a circulação da palavra um mero ressoar de doces ou amargos sons? Ou um entretenimento de jogos linguísticos mais ou menos vazios? Será necessário pensar ou meditar para usar e fazer circular a palavra? Hoje falamos, por vezes, por falar. Alguns manifestam mesmo a compulsão por falar ininterruptamente. Somos avessos e intolerantes para com o silêncio. Mas é no silêncio que sentimos o nosso dedo mindinho tropeçar no ramo da acácia. É no silêncio que observamos a unidade da romã. É no nosso silêncio que conversamos com a multidão que em nós pernoita e isso nem sempre é agradável! Guardar silêncio por cinco anos era a exigência dos iniciados na escola Pitagórica. Mas porquê esta disciplina? Porquê o silêncio? Guardamos silêncio para evitar simples tagarelices ou gastos inúteis de palavras vãs, que pouco enriquecem ou enobrecem a atmosfera e o pensamento em Loja. Estar sobre a Acácia e conversar com o Mestre é beijar a linha imaginária que nos lembra: “cala-te ou diz alguma coisa que ...